sexta-feira, 1 de março de 2013

Longevidade uma vida plena e realizada






Ribeirão Preto - São Paulo 01 de março de 2013





"O carvalho é conhecido como o rei da floresta por causa de sua força. É considerado como símbolol de coragem, força e longevidade. O grande escritor alemão Johann Wolfang von Goethe (1749-1832) escreveu: vento e das intempéries, ele nada se torna; mas um século de batalha em meio ao ambiente torna- o forte e poderoso até que, depois de totalmente crescido, sua presença nos inspira, enchendo-nos de uma surpresa admiração." 

(Brasil Seyko, edição 1979, 21 de março de 2009, p.A3).

Ritmo Correto.

"Tendo a fé no Gohonzon como base, oramos agimos e brandamos em prol da felicidade dos outros. A manutenção desse ritmo correto direciona todo o nosso ser para a longevidade, saúde e felicidade."

Poder da Fé.

"Pode-se dizer também que a fé na Lei (Mistica é o principal catalisador da saúde e da longevidade" (Ibidem).

Ânimo e Coragem. 

"Vamos lutar e avançar não com impaciência, mas sim com tranquilidade. O que significa lutar sempre corajosa e animadamente. Não importam as ondas de adversidade com as quais nos defrontemos, devemos nos levantar e enfrentá-las com espírito de luta. Agindo dessa forma, estaremos de acordo com essa passagem. Este espírito direcionna nossa vida a saúde e longevidade. 

Força Revitalizadora. 

"De uma perspectiva de vida mais ampla, não há doença que não possa, em essência ser vencida pela força de uma fé inabálavel. Embora uma pessoa possa estar travando uma batalha contra a doença, enquanto ela mantiver uma fé forte e saudável poderá manifestar uma poderosa força revitalizadora dentro de sua vida e desfrutar um profundo estado de felicidade. Ess estado de felicidade é em si uma prova magnífica da transformação do carma, prova de que a pessoa venceu o demônio da doença."  (Brasil Seikyo n. 1.288, 10 de setembro de 1994, p.3)
 
Ingrediente Básico. 

"A sabedoria é o ingrediente básico para a saúde, a longevidade e a felicidade. O novo século da saúde, portanto, deve ser um novo século de sabedoria"  (Sabedoria na Saúde, p.16)

Novos Desafios. 

"As pessoas que estão sempre assumindo novos desafios, não importando qual seja sua idade, consegue viver com todo vigor. É assim que a vida deve ser. Nós, da SGI, além do mais, recitamos o Nam-myoho-rengue-kyo, o supremo ensino da eterna juventude e da longevidade. Vamos seguir nosso caminho em direção ao ápice da vida, o cume do Kossen-rufu, armados com a Lei Mistica, ficando mais jovens a cada ano que passa enquanto continuamos a nos desafiar com a alegria e tenacidade e conquistamos vitórias e mais vitórias" (Brasil Seikyo, edição n 1.847, 10 de junho de 2006, p.A3)

Respeito aos Idosos.

"Sakyamuni acreditava que aqueles que valorizam e estimam os idosos aumenta sua própria longevidade, beleza, alegrias e força. Esse é um princípio que certamente está de acordo com a lei de causa e efeito. Uma sociedade que respeita os idosos respeita também a vida humana; e uma sociedade assim florescerá vigorosamente" (Ibidem, edição n. 1.420, ,5 de julho de 1997, p.4)

Aposentadoria.

"Não existe aposentaria do mundo da fé. Vários escritos budistas ensinam que os seres humanos podem viver até os 120 anos. Espero que vivam uma existência longa e vibrante enquanto se esmpenham continuamente para propagar o Kossen-rufu. É impostante viver de forma sábia. Fazer, por exemplo, muito exercício. Caminhe sempre que puderem. Descansem e durmam o suficiente. Por favor tomem cuidado para não ficarem esgotados.

"A fé é a base de tudo. Espero que orem ao Gohonzon todos os dias por sua saúde, com o espírito de que viverão mais de cem anos. Quanto mais viverem, mais amigos poderão ajudar, mais benefícios acumularão e mais contribuições poderão realizar em prol do Kossen-rufu" (Ibdem, edição n.1808, 20 de agosto de 2005, p.A4)

Honra.

"A longevidde é o próprio tesouro. Porém, a maneira como vivemos é ainda mais importante. Daishonin declara: "É preferível viver um único dia com honra a viver cento e vinte anos e morrer na desgraça.' (The Major Wrintings of Nichiren Daishonin v.2 p.238). (Brasil Seikyo, edição n.1523, de setembro de 1999, p.4)

Energia Vital  
 
 "Ainda que a existência de uma pessoa seja curta, se ela viver com abundante energia vital e morrer após ter criado grandes valores, podemos então considerar que desfrutou uma vida longa'. Além disso, não há 'longevidade' maior que a de ter contribuído para o Kossen-rufu e capacitado inúmeras pessoas a manifestar forte enerfia vital" (Ibdem, ediçõ n.1535, 11 de dezembro de 1999, p.3)

 

 (Brasil Seikyo, de 27 de agosto de 2011, edição n. 2097, p.A12)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A vida de Nitiren Daishonin





Nitiren Daishonin nasceu em 16 de fevereiro de 1222, em Kominato, na provincia de Awa (a leste da atual Baia de Tóquio), no Japão. Filho de pescadores na infância, recebeu o nome Zenniti-maro.

Aos 12 ano iniciou os estudos no templo Seityouji da escola Tendai. Decidiu seguir o sacerdócio aos 16 anos, tendo Dozembo - o sacerdote chefe desse templo - como mestre. Ao ordenar-se, adotou o nome religioso Zeshobo Rentyo. 

Depois de vários anos de estudo nos principais templos de Kamakura, Quioto e Nara, Rentyo concluiu que o verdadeiro ensinamento do budismo encontrava-se no Sutra de Lótus por revelar a essência da iluminação do Buda Sakyamuni.

Rentyo retornou para o templo Seityoji e, en 28 de abril de 1253, recitou o Nam-myo-rengue-kyo pela primeira vez, declarando a fundação do Budismo Nitiren. Ele também mudou o nome para Nitiren (literamente, Sol Lótus).

Nesssa ocasião, Daishonin refutou a escola Terra Pura (Nembutsu) afirmando ser a causadora de incessantes sofrimentos. Essa declaração provou pa ira de Tojo Kaguenobu, fervoroso adepto da Terra Pura. Tojo valeu-se d autoridade regional exercida para banir Daishonin do templo Seityoji que foi para Kamakura, sede do governo da época. 

Numa pequena cabana localizada em Matsubagayatsu, no subúrbio de Kamakura, Daishonin iniciou as atividades de propagação de seus ensinamentos. Nesse período as três calamidades - guerra, peste e fome. Os sete desatres são: ecplise solar ou lunar, movimento anormal de corpos celeste ou aparecimento de cometas; destruição geral pelo fogo; irregularidades mereológicas, como tempestades e alterações anormais de temperatura; ventanias e furacões; seca prolongada destruição do país por lutas internas ou invasão estrangeira. Esse desastres e essas calamidades variam de acordo com os sutras. - ocorreram um após o outro. Em particular, um grande terrremoto abalou Kamakura em agosto de 1257 e destruiu grande parte das edificações. Diante dessas ocorrências, Daishonin visitou o templo Jissoji para ponderar sobre como erradicar a causa dessas calamidades. Durante a permanência de Daishonin nesse templo, Nikko tornou-se seu discípulo. Mais tarde, assumiu como legítimo sucessor de Nitiren Daishonin. 

No dia 16 de julho do 1260. Daishonin endereçou um tratado intitulado "Tese sobre o Estabelecimento do Ensin Correto para a Paz da Nação" (Rissho Ankoku Ron) a Hojo Tokiyorirejeitou a admoestação do Buda Nitiren. Enquanto isso, com o apoio de Hojo Shiguetoki, pai da então regente Hojo Nagatoki, um grupo de seguidores da Terra Pura reuniu-se em torno da cabana de Daishonin, em Matsugayatsu, para assniná-lo. Esse acontecimento é conhecido como Perseguição de Matsubagayatsy e occoreu na noite de 27 de agosto de 1260. 

Em 11 de novembro de 1264 quando Daishonin estava a caminho de uma visita a seu dicípulo Kudo Yoshitaka, ele e sua comitiva foram atacados pelos soldados de Tojo Kaguenobu na localidade de Komatsubara. Nessa emboscada, conhecida com Perseguição de Komatsubara. Daishonin teve um corte à espada na testa e sua mão esquerda foi quebrada. Além disso, dois de seu discípulos, Kyoninbo e Yoshitaka, foram mortos. 

Outra tentativa de Daishonin para alerta as autoridades foi motivada pela chegada de emissários mongóis a Kamaku, em 18 de janeiro de 1268. Os emissários traziam uma ordem de submissão ao governo japonês. Caso a ordem fosse ignorada, o Japão seria invadido pelo exército mongol. 

Diante da iminente invasão estrangeira que havia predito no Rissho Ankoku Ron, Daishonin reprendeu os governantes, dizendo que deveriam abraçar o Budismo Nitiren. 

No dia 10 de setembro de 1271, Hei no Saemon, sudelegado do Departamento de Assuntos Militares, intimou Daishonin a depor na corte imperial. Este o enfrebtiy destemidamente, advertindo quanto à conduta errônea do governo. Como resultado, dois dias depois, em 12 de setembro de 1271, Daishonin foi arrastado como um criminosso pelas ruas de Kamakura por soldados de Hei no Saemon, que decidiu arbritariamente condená-lo à pena de morte. Contudom no momento da decapitação, um corpo celeste tão brilhante quanto a Lua surgiu repentinamente no céu de Enoshima. 

O episódio é descrito no seguinte treco de "Sobre o Comportamento do Buda": "Era pouco antes da alvorada e estava muito escuro para ver a fisionomia de qualquer pessoa. Entretanto, o objeto luminoso clareou todas a área. O carrasco caiu cobrindo o rosto por ter os olhos ofuscados. Os soldados entraram em pânico e ficaram atemorizados. Alguns fugiram para longe, outros caíram de seus cavalos e vários se encolheram debaixo das selas" (END, v.1, p. 163). Esse acontecimento ficou conhecido como Perseguição de Tatsunokuti, 

Nesse momento Nitiren Daishonin abandonou a condição efêmera de Bodhisattva Práticas Superiores (jogyo) e revelou a verdadeira identidade de Buda Original dos Últimos Dias da Lei. Esse fato é chamad hosshaku kempon (abandonar a forma transitória e revelar a verdadeira identidade). 

Após a tentativa malsucedida de excução, Daishonin foi condenado ao exílio na Ilha de Sado, no Mar do Japão. Ele chegou à remota ilha em 11 de novembro de 1271, onde o inverno era extremamente rigoroso . Daishonin foi abandonado numa pequena cabana em ruínas, locaizada no meio do cemitério de Tsukahara. Além de não possuir roupas para suportar o frio nem alimentos, o Buda sofreu constantes ataques nos bonzos inimigos que residiam na região. Mesmo diante dessas circustância, ele escreveu importantes obras durante a permanência em Sado, sendo "Abertura dos Olhos" e "Overdadeiro Objeto de Devoção" as duas principais. 

O "Abertura dos Olhos", concluído em fevereiro de 1272, é a prova documental da revelação de Daishonin como Buda Original. ele expões ser o possuidor das "três virtudes de soberano, mestre e pais" e o "Buda Originala dos Últimos Dias da Lei", ou o "objeto de devoção em termos de pessoa".

Ele escreveu "O Verdadeiro Objeto de Devoção" em abril de 1273, no qual esclarece o objeto de devoção para a salvação de todas as pessoas no Últimos Dias da Lei. Daishonin inscreveu sua condição de vida em forma de mandala, revelando o "obejto de devoção em termos de Lei".

Por meio desses escritos, Nitiren Daishonin ensina que as pessoas nos Últimos Dias da Lei, devem abraçar o objeto de devoção (Gohonzon) de Unicidade de Pessoa e Lei (ninpo ikka) e recitar o Daimolu com fé para manifesgtar a iluminação nesta existência. 

Perdoado do exílio em fevereiro de 1274, Daishonin retornou a Kamakura e apresentou-se perante Hei no Saemon em 8 de abril. Nessa ocsião, o subdelegado do Departamento de Assuntos Militares mostrou-se gentil e educado ao perguntar a Daishonin sobre o ataque mongol e quando issoc ocorerria. O Buda respondeu claramente: "Eles certamente chegarão ainda este ano", conforme conta nos escritos "Sobre o Comportamento do Buda".

Daishonin advertiu os oficiais contra a aceitação de religiões héreticas e solicitou que abraçassem a fé no Budismo Nitiren a fim de evitar a invasão. Entrentanto esses oficiais recusaram a advertência. Assim, Daishonin decidiu viver em reclusão na vila Haguiri, situada aos pés do Monte Minobu. 

Em outubro de 1274, as forças mongóis atacaram aas ilhas Ikki e Tshushima e a região de Kyushu, no sul do Japão. Durante esse período, Nitiren Daishonin dedicou-se a preparar seus discípulos e trabalhou em volumosas teses, como "Seleeção do Tempo" e "Retribuição aos Débitos de Gratidão". Ele também transferiu oralmente seus ensinamentos ao fiel discíppulo e sucessor Nikko, os quais compõem o "Registro dos Ensinos Orais" (Ongui Kuden).

Em setembro de 1279, vinte camponeses e discípulos de Daishonin, que viviam em Atsuhara, foram detidos injustamente, levados a Kamakura e aprisionados. Eles foram coagidos a abandonar a fé no Budismo Nitiren, mas persistiram sem ceder às torturas, impostas pelos guardas de Hei no Saemon. Mais tarde, ost três irmãos Jinshiro, Yagoro e Yarokuro foram executados, enquantos os outros dezessete discípulos foram banidos de suas terras. Esta foi a Perseguição Atsuhara. 

Com esse acontecimento, em que os camponeses mantiveram a fé com o risco da própria vida, Daishonin reconheceu que a época para cumpir o próposito de seus advento havia chegado. Dessa forma, inscreveu o Dai-Gohonzon do Budismo Nitiren em 12 de outrobro de 1279.

Mais tarde, Nitiren Daishonin mudou-se para o templo Kuon, construído em novembro de 1281. Depois de transferir a essência de seus ensinos a Nikko, Daishonin faleceu em 13 de outubro de 1282, na residência de seu discípulo Muneka Ikegami. 



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Nam-myo-rengue-kyo





É a expressão da verdade suprema da vida, a essência do Sutra do Lótus. Recitando-o com forte fé, a pessoa atinge sem falta o estado de Buda. Nitiren Daishonin revelou o Nam-myo-rengue-kyo pela primeira vez em 28 de abril de 1253 e apresentou o caminho direto para a iluminação de todas as futuras gerações. 
Myo-rengue-kyo pe o título do Sutra de Lótus, o ensinamento do primeiro Buda registrado historicamente, Sakyamuni, que viveu na Índia há aproximadamente três mil anos. Muito tempo depois, no século 13, no Japão, Nitiren Daishonin, após ter estudado as principais doutrinas, concluiu que o Sutra de Lótus contém o ensinamento mais profundo de Sakyamuni e que o título Myoho-rengue-kyo é a sua essência. Ao antepor a palavra Nam, que deriva do sânscrito Namas e que significa "devotar a própria vida", aos cinco caracteres de Myoho-rengue-kyo, ele transformou o que seria um simples título num ato de devoção para atingir a suprema condição de vida do estado de Buda, ou seja a iluminação.

Na escritura "O Daimoku do Sutra de Lótus", Daishonin nos mostra quão extraordinário é conhecer e recitar o Nam-myoho-rengue-kyo por meio da seguinte passagem: "Suponha que alguém espetasse uma agulha em pé no topo do Monte Sumeru de um mundo e, posicionando-se no topo do Monte Sumeru de outro mundo, num dia de forte ventania, atirasse uma linha a fim de passá-la pelo buraco da agulha. Seria mais fácil a pessoa conseguir acertar o orifício da agulha com a linha do que encontrar o Daimoku deste Sutra, deve estar ciente de que sua alegria será maior que a da pessoa cega que começa a enxergar e ver os pais pela primeira vez e será algo mais raro do que um homem que tendo sido preso por um poderoso inimigo, é libertado e reencontra a esposa e os filhos" (END, v.2, p.179)


  • Nam: derivado do sânscrito Namas, significa "devotar a própria vida.
  • Myoho-rengue-kyo: título do Sutra de Lótus, o principal ensinamento do Buda Sakyamuni.
  • Myoho: Lei Mística, a realidade imutável e essencial de todos os fenômenos.
  • Myo: significa místico, não no sentido de milagre, mas indicando que o mistério da vida é de inimaginável profundidade e, portanto, além da compreensão do homem.
  • Ho: significa lei. A natureza da vida é tão mística e profunda que transcende o âmbito do conhecimento humano. Uma lei familiar é encontrada no desenvolvimento do ser humano. ele nasce como um bebê cresce para ser um jovem e torna-se idoso para morrer. Isso é, obviamente, uma inquebrável lei, regulando cada espécie de vida. Ninguém jamais nasce como um adulto ou escapa desse ciclo.
  • Rengue: significa flor de lótus. A flor de lótus simboliza a simultaneidade de causa e efeito, pois germina a flor e a semente ao mesmo tempo. O Budismo esclarece que todos os fenômenos do universo são regidos por esta lei. Em termos das pessoas, a condição da vida presente é o efeito das causas acumuladas no passado, e o momento presente é a causa da condição da sua vida futura. Esse princípio da simultaneidade de causa e efeito indica que os nove mundos (causa) e o mundo do estado de Buda (efeito) existem simultaneamente em cada momento da vida, não havendo, portanto, nenhum diferença fundamental entre buda e uma pessoa comum. Em termos de prática, Daishonin ensinou que quando uma pessoa recita Nam-myoho-rengue-kyo com fé (efeito) no Gohonzon, o estado de buda (efeito) manifesta-se instantaneamente no seu interior. 
  • Kyo: significa sutra ou o ensinamento do Buda que é eterno; propaga-se pelas três existência da vida - passado, presente e futuro, transcendendo as condições mutáveis do mundo físico e do ciclo de nascimento e morte. Pelo fato de Sakyamuni ter ensinado por meio da pregação - ou seja, ele usou a própria voz - a palavra kyo é algumas vezes interpretada como "som" Nitiren Daishonin declarou no Registro dos  Ensinos Orais: "Kyo corresponde às palavras e ao discurso, ao som e à voz de todos os seres" (GZ, p. 508) O Caractere chinês usado para designar kyo significa o ensino que deve ser preservado e transmitido para a posterioridade. Esse caractere era empregado na China com o significado de "livros" ou "clássicos", como no caso do confucionismo e do taoísmo. Quando as escrituras budista foram levadas da Índia para a China, o caractere usado com o significado de sutra". É nesse sentido que Nitiren Daishonin interpreta a palavra quando diz: "Aquilo que é eterno, que se propaga pelas três existências, é chamado kyo" (Ibidem). 

Do ponto de vista do significado literal o nam-myoho-rengue-kyo abrange todas as leis, toda a matéria e todas as formas e vida existentes no universo. Se expandirmos ao espaço ilimitado, é o mesmo que a vida do universo, e se condensarmos ao espaço limitado, é igual à vida individual dos seres humano. No entanto, essa ideia é superficial, pois a mera tradução dos caracteres não expões a profundidade da Lei Mística em sua totalidade. Na verdade, o Budismo não se compreende racionalmente apenas, mas sim com a própria vida.

A recitação diária, pela manhã e à noite do Nam-myoho-rengue-kyo é a prática fundamental do Budismo. Nitiren Daishonin ensinou que, por meio da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo, com fé no Gohonzon, manifestamos a Lei Mística - a realidade  fundamental, a essência da nossa vida. Somente com a sincera recitação do Nam-myoho-rengue-kyo elevamos nossa condição de vida. Na prática, essa recitação nos proporciona sentimentos positivos, como alegria, coragem, esperança, sabedoria para desafiar e superar as dificuldades do dia a dia. Em "Resposta a Kyo'o", Daishoin nos orienta sobre a força do Nam-myoho-rengue-kyo por meio da célebre frase: "O Nam-myo-rengue-kyo é como o rugido de um leão. Que doença pode portanto, ser um obstáculo?" (END, v.1, p.275)

O presidente Ikeda nos indica a boa sorte da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo na seguinte orientação: "Se acreditarmos na Lei Mística e recitamos o Nam-myoho-rengue-kyo pondo nossa vida ao ritmo da Lei do universo, desenvolvemos um 'eu' forte, rico e saudável que brilha com intelecto e sabedoria e transborda de felicidade por toda a eternidade. Assim como o Buda está dotado dos dez títulos honoríficos, nós também seremos coroados com imensa boa sorte e benefício. Nós praticamos o Budismo Nitiren para construirmos um brilhante palácio de felicidade nas profundezas de nossa vida" (BS edição 1.586, 1º de janeiro de 2011, p.4)

Independente das circunstâncias a continuidade da recitação da Lei Mística é de suma importância. É o que Daishonin nos ensina no escrito "A felicidade neste Mundo", dedicado a Shijo Kingo: "Sofra o que tiver de sofrer. Desfrute o que existe para ser desfrutado. Considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida e continue recitando o Nam-myoho-rengue-kyo, não obstante o que aconteça. Então, experimentará a infinita alegria da Lei. Fortaleça a sua fé mais do que nunca" (END, v.3, p.199). 


TC - Edição especial de estudo junho - 2011 nª 526 págs. 35 - 36.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Carta Aos Irmãos

O clã Ikegami era de uma proeminente família de samurais, influentes o governo de Kamakura, atuando na área de construção de importantes obras públicas. O pai Yasumtsu era um fiel seguidor do bonzo Ryokan, prior do templo Gokuraku da escola Preceitos-Verdadeira Palavra que era frontalmente contrário ao Buda Nitiren Daishonin. Devido a isso, o pai opôs-se categoricamente à fé dos seus filhos, os imão Ikegami.

Esta Carta aos Irmão foi escrita por Nitiren Daishoin assim que se tornou conhecimento de que o pai Yasumitsu  havia deserdado o seu filho mais velho Munenaka por este não ter atendido a sua ordem de abandonar a fé.

Em uma sociedade feudal da época, esse fato representava uma sanção da maior gravidade, significando total perda da posição social, com consequência até mesmo no sustento econômico da família do irmão mais  velho Munenaka. Paralelamente, para o irmão mais novo, representava a oportunidade de ocupar o lugar do mais velho, tornando-se o herdeiro do pai, claro, desde que abandonasse a fé. Era uma tática astuta do pai com a finalidade de enfraquecer a fé e a determinação do seus filhos, criando inclusiva uma intriga entre os dois e suas esposas. 

Neste contexto, Nitiren Daishonin dedica minuciosa e calorosas orientações aos dois irmãos e suas esposas sobre como enfrentar aquela severa situação, fazendo-os enxergar que tais dificuldades nada mais eram do que  a ação dos Três Obstáculos e Quatro Maldades principalmente a função do rei Demônio do Sexto Céu que surgiam em sucessão na tentativa de fazê-los abandonar  a fé. Daishonin mostra então que o surgimento de tais obstáculos e maldades era, justamente, uma prova da veracidade do seu ensino e ao mesmo tempo, a comprovação da correta prática da fé dos irmão Ikegami.

Seguindo fielmente as orientações do seu mestre, o Buda Nitiren Daishonin, no final, os irmão Ikegami conquistaram a grande vitória, convertendo o pai Yaasumitsu ao Budismo Nitiren. Apôs 22 anos de sincera prática budista, superando todas as adversidades, os irmãos Ikegami comprovaram o aspecto de verdadeira felicidade e de harmonia familiar junto com o pai e sua esposas. 

Por essas razão, e sua explanação da Carta aos Irmãos, o presidente Ikeda afirma que esse escrito é a base e a fonte das Cinco Diretrizes Eternas da Soka Gakka: A prática da fé para criar a harmonia familiar, prática da fé para conquista a felicidade, prática da fé para vencer as dificuldades , prática da fé para manter a boa saúde e obter longevidade e prática da fé para alcançar a vitória infalível. 

BVD - É raro encontrar um mestre da fé

Suplemento do jornal Brasil Seikyo, edição, 23 de julho de 2011. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Verdadeira Identidade

Revelar a verdadeira identidade significa estabelecer um "eu" indestrutível do qual emana a alegria de viver livre e espontaneamente.



Dessa forma, com essa dedicação, todos podem conquistar uma vida repleta de realização, não temendo nem mesmo a morte, um dos quatro sofrimentos da vida. Da perspectiva do capítulo "Revelação da Vida Eterna do Buda", "o Buda que atingiu essa liberdade verdadeira e ilimitada exerce total domínio sobre seu corpo e sua mente, mediante o poder do estado de buda, e vive como uma pessoa independente, uma verdadeira vencedora e protagonista que supera todas as forças negativas e maléficas. Ao mesmo tempo, ele compreende que o poder do estado de Buda também se encontra dormente na vida das pessoas e no mundo terreno. Assim sendo, para revelar e manifestar essa força latente, ele se empenha ativamente em despertar as pessoas para sua natureza de Buda. Ele faz isso por meio de ações incansáveis e corajosas, manifestando sabedoria ilimitada e se engajando em sinceros diálogos."


Nitiren Daishonin mostrou isso com seu próprio exemplo, revelando uma existência grandiosa e digna de uma ser humano. Manifestou uma vasta condição de vida a fim de possibilitar que todas as pessoas também elevassem a sua. Essência do budismo está em fazer com que pessoas comuns manifestem o supremo estado de Buda em sua presente forma, na vida de um mortal comum. Não está absolutamente em atingir alguma condição sobrenatural ou algo parecido. Portanto, revelar a verdadeira identidade do Buda é incorporar um modo de vida dedicado à prática de bodhisattva revelando-a nas próprias ações cotidianas.
Ikeda diz: "Verdadeira identidade significa verdadeiro eu". A vida do Buda emana vigorosamente nas pessoas que tomaram a consciência de sua missão original, possibilitando-lhe conquistar a vitória na vida com toda tranqüilidade e desfrutar uma vida feliz e significativa."

TC - Ed. 452 Pág.13 Especial

Impresso por Vagner Antonio de Assis

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

DOENÇA

As pessoas também a encarar a doença com medo e angústia só de pensarem na possibilidade de morte. Mas a doença não necessariamente conduz à o morte. Nitiren Daishonin diz "Da doença surge a mente que busca o Caminho". Ele afirma ainda: "Nam-myo-rengue-kyo é como o rugido de um leão. Que pode, portanto, ser um obstáculo?"

Em "Sobre a cura da doença cármica", Daishonin menciona seis causas da doença, com base na obra Grande Concentração e Discernimento, de Tient'ai. Elas são: desarmonia entre os quatro elementos comer e beber imoderadamente. prática imprópria meditação sentada, ataque  das maldades trabalho das maldades de seus comentários:

1. Desarmonia entre os quatros elementos: No antigo pensamento asiático, tanto o corpo humano como o mundo natural consistiam dos quatro elementos - Terra, Água, Fogo e Ar. No que diz respeito ao corpo humano esqueleto, os músculos e os órgãos são a terra: o sangue e os fluidos corporais  são a água: a temperatura é o fogo e a respiração, o ar. Acreditava-se que quando a harmonia entre os quatro elementos era rompida pelo clima fora de estação ou por outras influências, as pessoa adoeciam. Assim, era considerado importante viver de forma sábia e em sintonia com o ambiente.

2 Comer e beber imoderamente. Refere-se ao consumo excessivo de comida ou álcool ou a fazer refeições irregulares.

3 Prática imprópria de meditação sentada: em  termos gerais, pode ser interpretada como um estilo de vida insalubre e desequilibrado. Em outras palavras, as primeiras três causas da doença salientam a importância de uma dieta sensata e saudável, sono suficiente, exercícios regulares e estilo de vida equilibrado.

4 Ataque das maldades: Em termos contemporâneos, pode-se interpretá-la como os ataques ao corpo por causas exteriores. tais como vírus, e também o estresse.

5 Trabalho das maldades: "maldades" referem-se, às funções negativas que atuam na vida e são ativadas pelo estresse mental e psicológico e que fazem surgi os desejos ilusórios, tais como os três venenos (avareza, ira e estupidez). Essas funções negativas penetram profundamente na vida da pessoa, destruindo seu equilíbrio espiritual e o funcionamento apropriado do coro e  da mente.

6 Efeitos do carma: Referem-se a  doenças ou indisposições resultante do carma negativo criado tato nesta como em existências passadas.
Ikeda comenta ainda: "Apesar de as seis causas da doença é, na verdade, causada pelas diferentes combinações das seis. As quatro primeiras causas podem ser evitadas com alguma consideração e cuidando  de nossa parte. Temos de utilizar a sabedoria para encontrarmos um equilíbrio na vida, dormindo o suficiente e evitando o acúmulo de fadiga.

"A base da saúde e a forte fé que nos capacita a extrair uma forte energia vita, triunfar sobre as forças negativas e prejudicais e transforma o carma.

Na Parte final da série"Diálogo sobre Religião Humanística", Ikeda comenta também possuem em seu interior o poder de curar seus próprios males. Isso seria como subir uma ladeira íngreme e voltar novamente ao chão.

Daishonin diz: "O verdadeiro aspecto do mundo tríplice é o nascimento, a velhice a doença e a morte". (Gosho Zenshu, pág, 753). A doença, em si, é apenas um a aspecto da vida humana. Não podemos concluir que uma pessoa, só pelo de ter adoecido, é alguém derrotado.
Se for encarada dessa perspectiva, a luta contra a doença contribui para que as pessoas enriqueçam e se fortaleçam interiormente, pois as levam  compreender a vida humana, desenvolvendo nelas um espirito  indomável.




domingo, 28 de outubro de 2012

PUREZA







A virtude da pureza denota um estado de vida tão límpido quanto a flor de lótus, que nasce, cresce e desabrocha em água lamacentas sem se deixar macular por essa águas.
Da mesma  forma, as pessoas habitam este mundo, denominado como saha, que significa "resistir" (o mundo saha é assim chamado porque as pessoas precisam resistir a muitos sofrimentos originados do três venenos-avareza-, ira e estupidez - e os desejos mundanos), 
e têm de viver nos Últimos Dias da Lei, uma era repleta de corrupção, conflitos e de pessoas perversas manifestar seu estado de  Buda, a única condição de vida que permanece imutável, livre de quaisquer impurezas cármicas pelas três existências do passado, presente e futuro, conforme visto no conceito da nona consciência, amala.
A recitação do Nam-myoho-rengue-kyo possibilita às pessoas manifestarem essa pureza e exercem a benevolência máxima  em relação aos sofrimentos das demais, a perseverarem em meio à sociedade turbulenta, sem se deixarem influenciar ou se abater.